Mosquito da febre amarela volta à Europa 50 anos depois
Uma colônia do mosquito Aedes aegypti encontrada na Holanda poderia ser o primeiro passo da reconquista da Europa pelo inseto que transmite a febre amarela. Ou pelo menos a prova de que a erradicação – que foi alcançada no continente há meio século, graças ao uso maciço de inseticidas como DDT e ao tratamento de charcos para eliminar essa e outras enfermidades – não foi definitiva.
A descoberta do inseto, que foi publicada pela revista científica “Science”, soma-se à de outras espécies que chegaram ao continente há pouco tempo, como o mosquito tigre (Aedes albopictus), que se assentou em vários países europeus, incluindo a Espanha (as maiores colônias estão no delta do Ebro).
E abre a porta do regresso não só do animal como – o que seria muito mais grave – das doenças que transmite como a febre amarela, a dengue ou o Chikungunya (doença que afeta as articulações), três patologias infecciosas que podem ser muito graves. O descobridor foi um entomologista holandês, Ernst-Jan Scholte, que acredita que o inseto chegou em forma de larva na água contida em um carregamento de pneus vindo da Flórida (EUA).




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